quarta-feira, 25 de abril de 2012

Ah, agora tá explicado

Sabia que tinha algum público pro Kinect



Desta vez, a fonte está no próprio quadrinho. É só olhar ali, ó. Em baixo, à esquerda. Achou?

terça-feira, 24 de abril de 2012

Snake - JOGO ANTIGO

Gênero: Casual
Desenvolvedor: Originalmente, Gremlin Industries
Plataformas: Praticamente todas
Lançamento: 1976, com o lançamento de Blockade, para o arcade
Onde comprar: Bom... é só arrumar qualquer celular Nokia por aí. É baratinho.


E aí, galera? Estamos aqui hoje para falar de mais um game antigo. Este, certamente, quase todo mundo já tentou jogar pelo menos uma vez, tamanha a popularidade que alcançou há alguns anos. Além disso, esse jogo é uma ótima influência. Afinal, qual outro mostrou de forma tão clara que a melhor coisa para quem quer crescer é comer bastante?

Então fique esperto, tente comer aquelas maçãs e cuidado para não dar cabeçada nas paredes nem em si mesmo, porque hoje o assunto é o Jogo da Cobrinha! Ahn... espera, quero dizer... SNAKE!


A origem deste game, que com certeza todos conhecemos, data da segunda metade da década de 70, com o game Blockade. Na verdade, este jogo não é como o Snake que se tornou mais comum. Funcionava assim: Dois jogadores andavam pela tela, deixando um rastro sólido atrás de si. Cada um não podia acertar nas paredes nem no rastro deixado por qualquer um deles. Quem batesse primeiro, perdia.

Esse modo de jogo também fez muito sucesso e inspirou diversas variações, como a "Corrida nas Nuvens das Fadas", no site Neopets, e as próprias light cycles, do filme Tron. Eu acho até mais divertida do que a outra versão, se você tiver alguém para jogar junto, apesar de ficar repetitivo depois de um tempo.

Cena de Blockade. O mais incrível é que eu imagino mesmo as Light Cycles aí.
 
O jogo Snake, que se tornou mais popular, surgiu apenas alguns anos depois. Nele, o objetivo é conseguir o máximo possível de pontos, andando com sua cobrinha pela tela e comendo quadradinhos, que eu gosto de pensar que são maçãs. A cada quadradinho comido, a cobra fica mais comprida, então se torna mais difícil andar pela tela sem bater nela mesma.

Não há como vencer nesse jogo, a menos que consiga deixar a cobra tão longa que ela forme uma espiral em volta de toda a tela. Mas o mais provável é que você perca MUITO antes disso, o que faz de Snake um game em que o objetivo não é conquistar um objetivo concreto, mas apenas se sair melhor do que nas vezes anteriores e, assim, conseguir mais pontos.

Olha, ela tá fazendo um S, de Snake. Que bonitinho.

Originalmente, só havia paredes nos cantos da tela e a cobra apenas podia se mover na vertical e horizontal. No entanto, com o tempo, e a vinda de jogos como Surrond, do Atari 2600, novas opções surgiram, como, por exemplo, a possibilidade de realizar movimentos diagonais.

 Outra variação, muito comum, é a existência de paredes no meio da tela, formando desde linhas simples até desenhos complexos, deixando o game muito difícil desde o início. Nas fases em que não há paredes nas bordas, é possível passar de um lado da tela ao outro, da mesma maneira que é feito no Pac-Man.

Snake sendo jogado em um vídeo sobre Zelda no Youtube.
É praticamente um inception de jogos épicos!

Os comandos costumam envolver apenas as setas direcionais, em dois estilos. No primeiro, a cobra simplesmente se moverá no sentido do botão direcional que você apertar. Então, se apertar para cima ela vai para cima, se apertar para baixo ela vai para baixo, etc. No segundo, apenas as setas para a esquerda e direita são usadas, mas levando-se em conta o ponto de vista da cobrinha. Ou seja, se ela estiver indo para a esquerda e você apertar para a direita ela irá para cima, pois, pela visão dela, esse é o lado direito. Isso fica mais complexo quando ela está indo para baixo, pois os sentidos se invertem.

Meerca Chase II, uma homenagem muito divertida do site Neopets

Esse jogo ficou bastante conhecido no arcade, consoles e até em aparelhos portáteis, recebendo também várias homenagens, como o Merca Chase II, do site Neopets, e sendo até mesmo uma opção no Youtube em alguns vídeos, bastando pausar a reprodução, segurar a seta para a esquerda e, sem soltá-la, apertar para cima. Pronto, você está jogando Snake enquanto espera seu vídeo carregar.

No entanto, seu estouro mesmo aconteceu em 1997, quando a Nokia lançou seu modelo 6110 que, pela primeira vez, trouxe Snake pré-instalado. A partir daí, diversos celulares dessa marca vieram com esse game embutido e, conforme sua tecnologia foi melhorando, o jogo foi junto, sendo aprimorado e ganhando novas versões com o passar do tempo, vindo a ganhar gráficos 3D e até modos multiplayer. Segundo informações da empresa, Snake já está em sua nona versão e presente em mais de 400 milhões de celulares pelo mundo.

Snake Subsonic, para o N-Gage, é um dos melhores exemplos de como
gráficos melhores não significam jogos melhores

Até hoje, é muito fácil encontrar uma versão do Snake para comprar, ou até mesmo para jogar em sites de games em flash. Cada um tenta melhorá-lo à sua maneira, com gráficos, opções ou jogabilidade próprias. Mas eu, para ser sincero, acho que ainda me divirto muito mais com as primeiras versões, em que a cobrinha era só um monte de quadradinhos que passavam por cima de outro quadrado e aumentavam a fila. E, por mais difícil que seja, algum dia ainda farei com que ela forme uma espiral que ocupe toda a tela. Certeza.



Ah, antes que eu me esqueça, não poderia faltar a frase que não me saiu da cabeça o tempo todo enquanto escrevia:

"Snake? Do you hear me? SNAKE? SNAAAAAAAAAAAKE!!!"


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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Finalmente o Luigi ganhou uma do Mario

...ou será que não?

Fonte: Eu achei no 9gag, mas na tirinha tem a url do www.kakujomics.com, que, aliás, tem umas tiras muito engraçadas.

sábado, 21 de abril de 2012

Jogue Grátis a Versão Beta de Diablo 3!

 
É isso mesmo, pessoal! A Blizzard, para testar seus servidores, liberou, apenas durante este final de semana, a versão Beta do Diablo 3, para todos os jogadores que tenham uma conta Battle.net!

Nele, será possível jogar com todas as classes do game, até o nível 13. É bastante diversão para um final de semana. É possível que haja instabilidade e ocorram alguns erros, porque, aifnal de contas, ainda está em fase de testes, então estamos aqui justamente para ajudá-los a testar.

Mas atenção, o Beta só estará disponível entre as 16h de sexta-feira, dia 20 de abril de 2012, até as 14h de segunda-feira, dia 23 de abril de 2012. Então, CORRA!

Para jogar, você precisa seguir os seguintes passos:

- Criar ou acessar sua conta na Battle.net.
- Criar sua BattleTag, que é o nick pelo qual o jogador agora será conhecido em toda a Battle.net.
- Finalmente, baixar o demo do Diablo III, clicando aqui!


Agora eu vou indo, porque também quero aproveitar. Quem quiser me encontrar, minha BattleTag é Aqueronte

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sexta-feira, 20 de abril de 2012

God of War: Ascension - TRAILER


Imagino que, hoje em dia, todos os gamers conheçam, mesmo que por cima, a história de Kratos: um ser humano que virou um deus e que quer se vingar dos deuses do Olimpo por terem deixado sua família morrer e o terem humilhado. É... mais ou menos isso.

Na verdade, é bem mais do que isso. Lançado em março de 2005, para Playstation 2, esse título exclusivo da Sony trouxe um grande aprimoramento aos jogos de hack'n slash. Com gráficos de cair o queixo, uma história baseada na mitologia grega, a implantação de quicktime events e trazendo um níel absurdo de sangue e violência, esta até hoje é provavelmente a franquia exclusiva mais famosa do Playstation.

E, agora, tivemos o anúncio de mais um jogo da série, que promete mostrar ainda mais figuras mitológicas decapitadas: GOD OF WAR: ASCENSION!


O lançamento deste game foi oficializado ontem, quando a Amazon anunciou sua pré-venda, marcada para o longínquo 31 de dezembro de 2013. Mas calma, o mais provável é que essa não seja a data final, apenas um limite, um prazo provisório que deixaram lá enquanto não há uma previsão definitiva. Vamos torcer, porque estou dando F5 no site da Saraiva alucinadamente, esperando o jogo ficar disponível.

Quanto ao trailer, como todo bom teaser, não mostra exatamente como será a história, os gráficos ou o gameplay. Serve apenas para nos deixar com vontade.

Nele, do começo ao fim vemos Kratos sofrendo, sendo atormentado e torturado por diversas criaturas, preso por correntes feitas de sangue. Enquanto isso, uma narradora conta sobre um tempo, antes de Kratos se tornar o "Ghost of Sparta" (Fantasma de Esparta), em que ele, sendo consumido por algo que não o ódio, quebrou seu juramento de sangue com um deus injusto.

O que eu imagino, com base nesse trailer, é o seguinte: ele simplesmente mostra o que se passa na cabeça de Kratos. Desde a morte de sua família, ele é uma pessoa absurdamente atormentada e o único carinho que sente é pela esposa e filha mortas, o que explica a silhueta da garota na metade do vídeo. No final, vemos ele se rebelando contra aquela situação, que é quando agarra as correntes que o prendiam e as usa para atacar. Essa é a quebra do juramento de sangue.

O tal "deus injusto" quase com certeza é Ares, a quem ele esteve unido durante muitos anos. Se a história fala dele, então deve se passar provavelmente entre o Chains of Olympus e o God of War, já que foi durante esse período que ele se voltou contra Ares. Creio que veremos melhor como se deu esse rompimento.

Ou, talvez, seja uma quebra temporária do juramento, fora do que apareceu nos outros jogos, sendo que Kratos será obrigado a se unir aos deuses mais uma vez ao final, levando a mais um tempo de servidão antes dos eventos do primeiro jogo.


Enfim, não dá para saber muito sobre o game neste momento, apenas especular. O que eu posso dizer, sem chance de erro, é que criaturas mitológicas serão mortas de maneira cruel e sangrenta, que a arma usada será um par de lâminas presas por correntes e que Kratos vai tentar se vingar de alguém por alguma coisa. Não importa de quem nem pelo que, eu não consigo imaginar esse personagem com outra motivação, a não ser se vingar de algo.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Limbo - RESENHA

Gênero: Puzzle/Indie
Desenvolvedor: Playdead
Publisher: Playdead
Plataformas: PC, PS3, XBox 360
Lançamento: Julho de 2010
Nota: 9,5 de 10,0
Onde comprar: PSN, Live e Steam - http://store.steampowered.com/app/48000/


O que todo gamer sabe é que, em qualquer jogo, a variedade de missões, obstáculos e desafios pelos quais os jogadores têm que passar depende demais da criatividade do designer. E, ultimamente, muitos games têm sofrido pela falta dela.

Mas, felizmente, o jogo do qual trataremos hoje mostra que ainda há designers com uma criatividade absurdamente grande. Com gráficos tão imaginativos quanto bem feitos, puzzles incrivelmente variados, dificuldade balanceada e altamente viciante, estamos falando de LIMBO!


A história desse jogo é extremamente complexa e é necessário prestar bastante atenção nela: você é um menino, que acorda um dia em uma terra estranha, onde tudo é preto, branco e cinza. Agora, deve sair andando e sobreviver.

Sim, não estou brincando, a história é essa. Não tem explicação, animação, nem uma mensagenzinha te dizendo qual seu objetivo. Ao começar o jogo, você simplesmente acorda e tem que começar a resolver quebra-cabeças e superar desafios que tentarão (e conseguirão) te matar diversas vezes no decorrer do game.

Existem situações em que você sabe que tá ferrado

Será que a falta de motivação é um grande problema? Não sei, vocês acham ruim a história do Mario quase sempre ser a princesa que foi sequestrada? Eu creio que cada jogo tem sua proposta. Alguns gostam de ser praticamente filmes jogáveis. Outros colocam uma história qualquer só pra explicar o que o personagem tá fazendo ali ao invés de estar em casa vendo televisão.

E também há aqueles, como Limbo, que nem perdem tempo inventando desculpas, pois o que quer mostrar não tem a ver com o roteiro, mas sim com a jogabilidade. E nisso eu tenho que dizer que ele se sobressai de uma maneira que me surpreendeu muito.

Você usa ao todo 5 botões: os direcionais e o botão de ação. E isso é tudo de que vai precisar. A cada quebra-cabeça superado, surge outro mais difícil para te desafiar e tentar te matar de um jeito mais escabroso do que o anterior.

Às vezes, eu morro de propósito só pra ver as animações de morte

Praticamente todos esses puzzles são resolvidos de uma forma muito criativa, exigindo do jogador um pensamento fora da curva. Quase sempre a solução estará na sua cara o tempo todo, mas serão necessárias muitas tentativas até entender. O game é desafiador, mas nunca em excesso, apenas o bastante para causar a sensação de missão cumprida e uma grande vontade de ver qual será o próximo obstáculo.

Infelizmente, é difícil falar sobre esses quebra-cabeças sem dar spoilers, mas posso dizer que incluem diversos elementos, com os quais você terá que lidar. Uma tribo de nativos, vermes controladores de mentes, uma aranha gigante, eletricidade, água, gravidade e salas giratórias são apenas exemplos daquilo que encontrará. Tanta variedade exige que o jogador a todo momento readapte sua maneira de pensar, pois o que funcionava antes com certeza não dará mais certo.

Incrível como tudo tenta te matar, e olha eu nem sei
se o personagem está vivo mesmo

Os gráficos de Limbo são ao mesmo tempo muito simples e muito complexos. Como já foi dito, o jogo todo é em branco, preto e cinza, quase todo enevoado. Mesmo seu personagem é apenas uma silhueta preta, com dois olhos brancos. Isso passa uma sensação de tristeza e solidão que não é brincadeira. Ao contrário de outros games, neste eu tinha certeza de que o personagem estava completamente sozinho, que ninguém apareceria nem ao menos para deixar o clima menos pesado.

Mas, mesmo usando uma variação restrita de cores, é possível identificar praticamente todos os elementos de cenário que aparecem, se prestar atenção. Claro que o fato de quase tudo ser preto é usado varias vezes para esconder segredos ou até armadilhas (muitas, muitas armadilhas), mas quase nada fica mesclado de forma que não dê pra entender o que é. Até mesmo é possível ter noção de profundidade, pela nitidez e tonalidade do objeto.

É... joguinho meio perturbador esse

Quanto aos efeitos sonoros, são indispensáveis. Em diversas ocasiões, você descobrirá o que deve fazer, ou o que está prestes a acontecer, com base nos sons ambientes. Por isso, é essencial jogar com o volume alto ou, de preferência, com um headphone, para não perder nada, senão terá sérios problemas.

A trilha sonora aparece em poucos momentos, apenas em ocasiões em que serve para aumentar o clima de tensão que você já estaria sentindo, mesmo sem ela. Na maior parte do tempo, você é mesmo deixado sem música de fundo, apenas com os sons à sua volta.

O que me assustou mais foi ver que esse mundo é muito parecido com o nosso

O único defeito que vi realmente em Limbo é o tamanho do jogo, que é muito curto. Na hora em que você começa a pegar o jeito da coisa... acaba. É realmente uma pena, porque é um game que eu gostaria de aproveitar durante mais tempo. Mas, pensando bem, os gráficos e o ambiente tenso acabariam ficando muito cansativos se ele se alongasse demais. Então, eu me contento em jogar de novo para tentar descobrir todos os segredos.

No fim das contas, se você quer um jogo bastante variado em que será necessário usar muito o cérebro, LIMBO é uma ótima escolha. Diversas soluções absurdas que você já pensou em dar para puzzles de outros jogos são justamente o que se espera neste aqui. Você com certeza estará o tempo todo ansioso para saber como será o próximo desafio e como fará para superá-lo. A única decepção será ver que eles acabam cedo demais.