Fala, galera! Estamos aqui hoje com o primeiro TOP 10 do Um Hit Point!
Resolvemos começar esta atração do site com o TOP 10 - MÚSICAS MAIS MARCANTES, então reuniremos aqui as 10 músicas que mais marcaram e que mais influenciaram o mundo dos video games.
Mas atenção: esta lista não se baseia nem de leve em conceitos técnicos, no quanto a música é profunda, usa muitos instrumentos, ou o quanto é afinada. Ainda porque, eu não sou nem minimamente qualificado para avaliar isso, eu nem saberia dizer o motivo da "Ode à Alegria" ser melhor do que "Ai se eu te Pego".
Os critérios para este ranking são a emoção que essas músicas conseguem passar ao jogador, o quanto ajudam na imersão e o quanto são capazes de levar o gamer de volta àquele mundo apenas por ouvir algumas de suas notas. E o ranking fala apenas de músicas em específico, as trilhas sonoras como um todo farão parte de outro Top 10 mais pra frente.
Também, foram excluídas as que não têm nada a ver com o jogo em si, como as de Guitar Hero, do rádio do GTA ou do Tony Hawk Pro Skater, que já existiam e foram simplesmente usadas nos games.
Obviamente, eu não joguei todos os jogos que existem, apesar de vontade não me faltar. Então, deve haver muitas músicas ótimas que ficaram de fora porque não conheço, além daquelas que acabaram não sendo incluídas porque, apesar de eu gostar muito, tive que escolher só 10. Se você sentiu falta de alguma, é só falar nos comentários ou na nossa fanpage no Facebook.
Agora chega de papo e vamos ao que interessa!
10ª Posição - Tetris Main Theme
Sim, nossa primeira homenageada é uma música de 8 bits, original da versão de Tetris para o Gameboy. Na verdade, há outras músicas que podem ser selecionadas, mas esta é a mais conhecida.
Ela pode não ser tocada por uma orquestra (apesar de muitas já a terem tocado posteriormente), nem usar vários instrumentos em sua composição, mas, sempre que a ouço, me dá uma vontade absurda de sair encaixando diversos grupos de 4 cubos até formar linhas.
9ª Posição - Passion - Kingdom Hearts 2
Essa só não conseguiu uma posição melhor porque não foi feita pensando no game, apesar de terem feito algumas modificações na hora de usá-la, o bastante para ser contada neste ranking.
O que a faz estar presente aqui não é apenas a música em si, que é cantada impecavelmente pela Utada Hikaru, mas o conjunto dela com as cenas da abertura do game, que juntas foram o bastante para me deixar extremamente maluco para acompanhar a história e conhecer os personagens.
É uma pena que eu não tenha jogado o Kingdom Hearts 1 antes. Assistir à abertura do jogo, com essa música, envolvendo personagens pelos quais eu já tivesse algum carinho, teria sido ainda mais impactante.
8ª Posição - Dragon Age: Origins Theme
Uma música lírica, com uma parte instrumental contagiante e uma voz incrível, cantando no que parece ser uma língua estranha, provavelmente um idioma antigo do mundo em que se passa o jogo.
Mas... na verdade, não há uma letra, a cantora simplesmente refletiu os sons que vieram à sua cabeça com base nos instrumentos. Mesmo assim, ela faz um ótimo trabalho em introduzir o jogador àquele mundo e ao espírito daquela aventura antes mesmo dele apertar Start.
7ª Posição - Still Alive - Portal
Eu ouvi Still Alive pela primeira vez na Video Games Live de 2010. Não sabia de que jogo era, quem cantava, nem nada. Mas só de ouvi-la uma vez fiquei desesperado para saber de onde vinha. Então, decorei algumas partes da letra, tasquei no Google e... Portal 1.
Foi por causa dela que peguei esse jogo pela primeira vez. E, ao terminá-lo e ouvir novamente a música, ela se tornou ainda melhor, pois desta vez eu sabia do que falava, sabia quem estava cantando e sabia qual era a história por traz dela.
Um encerramento muito original e contagiante para fechar com chave de ouro um dos melhores games já feitos. Ainda hoje, dois anos depois, de vez em quando ela volta a ficar presa na minha cabeça.
6ª Posição - God of War Main Theme
Bom... você é o avatar do Deus da Guerra (e, depois, o próprio Deus da Guerra) e está em uma missão de vingança, que envolve sair mutilando e decapitando milhares de seres mitológicos e deuses. Obviamente, precisa de uma música tema à altura.
Eu nunca fui de prestar muita atenção em trilhas sonoras, ainda mais em games como God of War, em que os gráficos são tão incríveis que acabam desviando ainda mais minha atenção.
Mas, quando ouvi essa música sendo tocada na Video Games Live, pelo próprio compositor, reparei que eu a conhecia inteira, mesmo nunca tendo prestado atenção. Foi aí que entendi: a grandiosidade de God of War não está apenas nos gráficos. Eles não causariam nem metade do impacto se não viesse acompanhada de uma trilha sonora à altura.
E isso se aplica a qualquer game: já viu um jogo realmente bom que não seja acompanhado de uma trilha sonora tão memorável quanto ele?
5ª Posição - Warthog Run - Halo 3
Seria um crime não colocar nenhuma música da série Halo nesta lista. Felizmente, há duas horas atrás eu terminei Halo 3 com meu irmão e, nas partes finais, me deparei com esta, que não poderia ficar de fora.
A fuga com o Warthog é uma das últimas cenas do Halo 3 e tem um ritmo alucinante. Se isso não bastasse, a trilha sonora aumenta ainda mais essa sensação de urgência e deixa o jogador desesperado para conseguir se livrar logo dos inimigos e cair fora o mais rápido possível.
4ª Posição - The Legend of Zelda Theme
O que me surpreende nessa música é que ela parece não mudar ou, se muda, é muito pouco. Se você pegar o modo como é tocada hoje, seja nos jogos ou em apresentações de orquestras ao vivo, verá que continua basicamente a mesma da época do Super Nintendo.
E isso não significa que seja ruim, pelo contrário! Isso é um grande mérito! Ela foi tão bem feita, mesmo sofrendo com as limitações de um console de 16 bits, que até hoje pouco encontraram que poderiam melhorar nela. Adicionam instrumentos, mudam alguns tons, mas não adianta, a música tema de Zelda é sempre a mesma.
E Nintendo, uma dica: mantenha assim. Mesmo depois de 15 anos jogando Zelda, eu continuo me empolgando tanto quanto da primeira vez.
3ª Posição - Skyrim Theme
Esta é a responsável por eu levar tanto tempo para começar uma partida de Skyrim: eu tenho que esperar tocar toda a música, na tela de título, antes de apertar Enter.
Uma música forte, com várias batidas, tambores e um coro que poderia muito bem ser um exército entoando uma canção de marcha na língua dos dragões, louvando o Dragonborn e jurando lealdade a ele. E quem é o Dragonborn? Você!
Então, em determinado momento, você estará em uma batalha contra um dragão, dando espadadas e segurando o sopro de fogo com seu escudo, e de repente começa a tocar essa música. Se você não se sentir um verdadeiro matador de dragões... vá jogar The Sims, sério. Isto aqui não é pra você.
2ª Posição - One Winged Angel - Final Fantasy VII
Imagine essa situação: você está com mais de 70h de jogo, já conhece o perfil e o passado de todos os seus personagens o bastante para gostar muito ou odiar (Caith Sith) cada um deles e está enfrentando aquele que sabe ser um dos maiores vilões já criados. Então, após um longo combate, ele cai. Você comemora, pensando que finalmente acabou, que conseguiu vencer.
Mas eis que sobe uma nova música, muito mais majestosa do que as anteriores, e ele ressurge em uma nova forma, um anjo com apenas uma asa, pronto para dar continuidade a uma das batalhas mais famosas da história dos video games.
A One Winged Angel se tornou tão marcante e notória que foi remixada e reutilizada diversas vezes depois, em diversos jogos e no filme Advent Children, além de quase sempre encerrar as apresentações da Video Games Live.
1ª Posição - Super Mario World Theme
Alguma dúvida quanto ao motivo desta escolha?
Desde o início, Mario foi um personagem de muito sucesso, não só pelo seu carisma, mas também pelo modo cuidadoso com que eram tratados todos os aspectos de seus jogos. E quanto à trilha sonora, não foi diferente.
O tema de Super Mario World é, provavelmente, a mais famosa música de todos os jogos. Se você tocá-la na sua escola, faculdade ou trabalho, certamente alguém reconhecerá. Essa música marcou uma geração, mas também é reconhecida por várias outras, tanto pelos nossos pais, que nos ouviam jogando, quanto pelas crianças de hoje, que continuam acompanhando todas as aventuras deste personagem.
Gênero: Puzzle
Desenvolvedor: Valve Corporation
Publisher: Valve Corporation
Plataformas: PC, PS3, XBox 360
Lançamento: Abril de 2011
Nota: 9,5 de 10,0
Onde comprar: Steam - http://store.steampowered.com/app/620/
Uma grande preocupação, quando se fala de sequências, seja de filmes,
livros, jogos, ou qualquer outra mídia, é sobre a qualidade dessa continuação.
Nem sempre algo ser feito depois de alguns anos, com uma tecnologia mais
avançada, significa que será melhor que o antecessor. Duke Nukem Forever está
aí pra provar isso. E também há outras questões: E se fizerem algo exatamente
igual ao primeiro? Ou pior, e se tentarem inovar e ficar uma porcaria?
Felizmente, temos aqui um caso em que a sequência fez valer as expectativas
de todos os gamers que esperaram por ela durante anos. Trazendo melhores gráficos,
uma história mais detalhada, novas mecânicas de jogo e mantendo o espírito do
primeiro jogo, temos aqui a obra-prima PORTAL 2!
Todos
se lembram do primeiro Portal, certo? Arma de portais, um azul e um laranja,
entra por um e sai por outro, enquanto encara uma inteligência artificial
onipotente e completamente sádica? Quem não se lembra, pode relembrar lendo a
nossa matéria sobre Portal 1.
Muito bem, Portal 2 se passa alguns anos depois da história do primeiro
game. Chell, de alguma forma, foi levada de volta para dentro das instalações
da Aperture Science e colocada em um estado de animação suspensa. Mas algo dá
errado e ela é acordada após muito tempo por um núcleo de personalidade chamado
Wheatley, que pede sua ajuda para que ambos possam escapar daquele local.
Essa bolinha de olho azul será responsável por muitas gargalhadas no decorrer do jogo
Obviamente, a melhor forma de fugir de um lugar é utilizando nossa já
conhecida Portal Gun, que volta neste jogo exatamente como era no primeiro:
crie um portal azul e um portal laranja, entre por um e saia por outro. Com a
ajuda desse aparelho, você revisita muitos locais pelos quais passou no
primeiro jogo, mas desta vez tudo está diferente. As salas estão todas
destruídas e a vegetação está invadindo o prédio, nem parece que é a mesma
empresa.
Mas a história muda no momento em que ELA retorna. Sim, durante sua fuga,
por um engano GLaDOS é reativada e imediatamente começa a trabalhar na
reconstrução da Aperture Science, enquanto te coloca novamente para realizar
testes e mais testes de desempenho, cada um mais complexo que o outro. E,
quando ela lhe disser que já recuperou o controle sobre todas as instalações,
você se verá, mais uma vez, enfrentando uma das maiores vilãs da história dos vídeo
games.
Não acorde, não acorde, não acorde.... Ô porcaria!
Só que, desta vez, você terá ajuda de dentro. Com Wheatley ao seu lado,
Chell viajará cada vez mais fundo e descobrirá praticamente todos os segredos
por trás da criação, propósito e funcionamento da Aperture Science, com direito
a uma série de plot twists, em um jogo com alguns dos personagens mais
carismáticos já criados em qualquer mídia.
Muito da jogabilidade de Portal 2 é semelhante ao primeiro jogo. Na verdade,
durante os primeiros minutos, a sensação será basicamente de um déjà vu, pois,
além do game ser parecido, você estará nas mesmas salas pelas quais passou.
Mas, conforme a história vai se desenrolando e novas possibilidades vão surgindo,
você vê que a Valve conseguiu fazer algo muito difícil: manter o que era bom no
primeiro jogo e adicionar novos elementos, que se encaixam perfeitamente, sem
parecerem forçados em momento algum.
As pontes de luz, que podem ser desviada por meio de portais, sãoum adicional muito divertido aos quebra-cabeças
A maior novidade é a adição de diversos tipos de gel, que cobrem o chão e as
paredes, na construção dos puzzles. São três tipos principais: O azul,
Repulsor, que fará com que Chell ricocheteie, sendo jogada a grandes
distâncias, dependendo do quão rápido você estiver se movendo quando bater
nele; o laranja, Propulsor, que aumenta em muito sua velocidade de corrida,
proporcionando maior "momentum" para saltos e para se jogar através
de portais; e o branco, Pó Lunar, que lhe permite criar portais em qualquer
superfície que esteja coberta por ele.
Esses três itens podem ser usados separadamente ou, dependendo da ocasião,
em conjunto. E, se somados à sua já conhecida Portal Gun, abrem um leque de
possibilidades que os jogadores certamente nem imaginavam enquanto tentavam
zerar o primeiro game.
Usando os portais, é possível espalhar o gel pra onde você precisar
O enredo, apesar de curto (eu levei só umas 7h para acabar), te leva bem
mais a fundo do que no jogo anterior, revelando mais do passado da GLaDOS, da
Chell e da Aperture Science como um todo, além de se focar bastante no
relacionamento entre os personagens, que até então só tinham uma relação
semelhante com a de um cientista com seu rato de laboratório.
Os gráficos foram bastante melhorados, se comparados aos do primeiro game,
mas mesmo assim não chegam a impressionar, estando até relativamente
ultrapassados, se levar em conta a data de lançamento. No entanto, esse
realmente não era para ser o foco do jogo, que se centra muito mais nos
personagens e nos quebra-cabeças, então acaba nem fazendo uma grande diferença.
Além disso, gamers de verdade sabem que gráficos, por si só, não fazem um jogo
ser bom.
Já vi essa cena em algum lugar...
Quanto aos sons... novamente, ocupam uma posição de destaque. Desde as
primeiras atuações dos dubladores até o final da música de encerramento, tudo
relacionado ao áudio é tratado com muito carinho pelos produtores.
Como os personagens praticamente não têm expressão facial, a voz se torna
ainda mais importante, mas os atores cuidaram disso com maestria. GLaDOS quase
não tem emoção na voz, mas você sempre sabe o que ela está sentindo e até
quando está contando uma mentira. Wheatley, com aquele jeito inocente e
afobado, consegue fazer o jogador rolar de rir mesmo com as falas mais
mundanas. E a música final... bom, prepare-se para ficar com ela presa na
cabeça durante uma semana. Não é igual, mas está muito perto da Still Alive,
que encerrou o primeiro game.
Nunca achei que veria a Aperture Science nessas condições
Mas digamos que você termine o jogo. Poxa, será que é só isso? Não, pelo
contrário! Porque a história continua no modo Multiplayer, que pode ser jogado
por até duas pessoas, que assumem o controle de dois robôs, chamados Atlas e
P-Body. Esse modo se passa após os acontecimentos do Single Player e se trata
de uma série de quebra-cabeças, tão ou mais divertidos que os que você já
passou, que só podem ser resolvidos jogando em grupo, pois cada um deles é
fisicamente impossível de ser resolvido por um jogador sozinho.
Além do Multiplayer proporcionar um modo extremamente divertido de jogo
cooperativo para curtir com seus amigos, seja em tela dividida ou online, você
acaba vendo ainda mais da personalidade de GLaDOS e somente ao final dessas
fases você verá o verdadeiro final do game, o gancho que levará, ou não, ao
Portal 3.
Ok, eu admito: ainda mais divertido do que tentar zerar o jogo é tentar matar seu companheiro
Também há o modo Challenge, no qual você joga partes do Single Player
enquanto o jogo marca seu tempo e a quantidade de portais usados e, depois,
compara com seus resultados anteriores e os de outras pessoas, via internet.
Será que você é melhor do que eles, pensando com portais?
No final das contas, eu considero a série Portal, bem como seus personagens,
grandes clássicos do mundo dos vídeo games, mesmo tendo apenas 4 anos desde o
lançamento do primeiro jogo. É essencial para qualquer gamer que, além de
desafio, gosta de jogabilidades diferentes e inovadoras. Este é um daqueles
mundos em que você entra e imediatamente se torna tão familiarizado quanto com sua
própria casa, e mesmo a maior vilã que encontrar será
para você como uma velha amiga, de quem você sentirá saudades e certamente
voltará outras vezes para visitar, mesmo que seja apenas para ver a cena épica
em que ela é reativada.
PS: Aliás, segue o teaser trailer do Portal 2, divulgado um ano antes do lançamento do jogo, mostrando a reativação da GLaDOS e a reconstrução da Aperture Science. Até hoje foi um dos poucos teasers que me deixaram realmente desesperado por um game: